Bodas de Pedra
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Bodas de Pedra

Sinopse

Muitos inéditos livros, pretensamente de poesia, chegam-me quase que diariamente às mãos. Seus jovens autores me pedem, com angustiosa dúvida ou quase evidente certeza no seu próprio valor, que escreva, se possível, autorizado, talvez erroneamente, pelo julgamento pessoal de quem à poesia se fez servo diário, durante mais de sessenta anos, no cumprimento premonitório do que disse no meu poema “O Parto”, algumas palavras capazes de fazer chegar, àqueles que por acaso venham a lê-las, a boa nova de uma mensagem autêntica e a desdobrar-se em páginas de rara e inequívoca beleza, como as por mim encontradas neste livro a que me refiro agora. E digo mensagem, por serem muitos desses versos de Kissyan Castro, um enunciado bíblico no seu metaforismo a reunir o concreto da pedra sobre a qual Pedro construiu a Igreja do Cristo, com o imaginário desse poeta a saber, conforme nos ensinou Eliot, pela força de uma renovação (ou revolução) conservadora, que
“nosso verbo se iguala
ao dos dinossauros:
adubos de um paraíso além”.Foi, para mim, uma grande e grata surpresa a leitura desses poemas de Kissyan Castro, nome a já fazer parte dos melhores e mais autênticos poetas da nova geração maranhense. E o mais importante para mim: vivendo no interior da nossa terra, na sua longínqua cidade de Barra do Corda, num isolamento capaz de propiciar-lhe aquela Solidão “a cair de todos os lados, inclusive de baixo”, no dizer de Rilke, poeta por ele amado e do qual absorveu, conforme me disse quando trouxe o seu livro Bodas de Pedra, os ensinamentos contidos nas suas “Cartas a um jovem poeta”.
Kissyad Castro, por ser capaz de poder contemplar, após tantos séculos, o verdadeiro colar de Judas, sabe que o seu
“nó para a goela
é saber-se gólgota
a nenhum Cristo.”

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