Rui São Clemente

Rui de Avelar Santos, Barão de São Clemente, e que usa o nome literário de Rui São Clemente, nasceu no dia 14 de Dezembro de 1948 em Pombal e estreia-se na poesia com esta sua “Confissão”.

Licenciado em direito exerceu advocacia em Lisboa durante sete anos após o que, ingressou na magistratura do ministério público, tendo exercido as funções de jurista do Serviço Jurídico da Comissão Europeia de 2000 a 2004, na qualidade de perito nacional destacado, estandoactualmente jubilado.

Convictamente monárquico desde sempre, não é porém dos que entendem que a guerra colonial portuguesa, iniciada em 1962, de algum modo tivesse sido necessária.

Por esse motivo, esteve exilado na Bélgica, em Lovaina, de 1970 a 1976.

Afim de obter o estatuto de refugiado político da ONU, apresentou-se perante esta organização internacional como opositor monárquico ao regime salazarista e de Marcelo Caetano, o que foi aceite e é de assinalar neste momento em que, nalguns sectores monárquicos, tanto se fala da relação entre monarquia e democracia.

E é precisamente num dos seus poemasque aborda o tema da guerra colonial portuguesa para desmascarar aquilo a que se pode chamar de falso patriotismo.

Num outro poema, o tema principal é o da liberdade, tão caro para democracia.

À parte destes dois poemas nos quais o comprometimento político é evidente, nos restantes são abordados os mais variados temas com ênfase para o mundo dos sonhos e da fantasia passando pelo amor e pela paixão, sem esquecer a realidade da vida e o enigma da existência humana.

Tratando-se de uma confissão como o próprio título da obra o indica, impunha-se uma autobiografia, sendo que no poema com esse nome, o autor termina referindo aquilo que o motiva no dia a dia: escrever poesia.

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