Pedro Poças


   Natural de Angola nascido em 1975, desde cedo logo questionei os paradigmas que moldam as nossas sociedades – simplesmente para mim era inconcebível que os seres humanos se atropelassem uns aos outros nos locais de trabalho; que se agredissem por causa do Futebol; as injustas desigualdades salariais faziam-me ferver o sangue em adolescente. Percebia que havia algo de errado com este mundo, que não podia ser normal ocorrerem guerras tão frequentes entre a mesma comunidade humana. De igual modo, o sistema educativo nunca me entusiasmou e depressa percebi que o termo “ensino” era muito ambíguo. Na minha percepção este não conferia o devido espaço para um indivíduo se poder expressar e pensar por ele próprio. Não obstante, mais tarde tive uma afinidade pelas áreas da Filosofia e da Psicologia tendo concluído o ensino secundário com considerável aproveitamento no Liceu da Amadora. A escrita já me fascinava nos tempos de estudante, mas tratavam-se somente de uns escritos soltos nos momentos de inspiração – nada de muito sério. Só em 2005, fruto de um despertar espiritual, é que senti um forte ímpeto para me dedicar à função de escriba com mais profundidade; para isso três acontecimentos foram cruciais: experiência de paternidade – mudança de emprego – contacto com o livro I de “Kryon”.Compreendi então que este hiato na minha vida funcionou como um resgatar de saberes que estavam como que adormecidos nos recônditos da minha alma. Fascinei-me com as matérias de “Kryon” mas não me fiquei por aí. Ansiava por respostas porque finalmente percebia que na literatura ainda havia quem falasse de assuntos que não aprendemos nas escolas e televisão; devo ter devorado de uma assentada em um ano uns trinta livros de espiritualidade, o que é um feito para quem até à data só tinha lido uns 2 ou 3 dentro desse campo. Nessa altura também adquiri um portátil o que me ajudou a complementar a minha pesquisa na busca pela verdade... Acontece que em 2006 essa ansiedade abrandou e percebi que tinha chegado a um ponto aonde era a minha vez de me expressar; atenção que eu não sou absolutamente um coleccionador de conhecimentos. Aquilo que eu notei foi que a visão e pesquisas de determinados autores desbloqueou algo dentro do meu ser. E foi assim que me senti impelido a soltar os meus pensamentos singulares para o papel, correndo um risco sério de enlouquecer senão o fizesse (não é força de expressão).Com efeito, passada a fase inicial do «arranque», as coisas foram avançando muito depressa tendo desenvolvido ao longo de seis anos vários projectos literários, entre os quais, 2 foram editados até à data: “O anjo” pela Biblioteca 24x7 (Brasil) e “Nazunia” pela Chiado editora (Portugal); entretanto, a minha obra mais recente intitula-se “Sensa” que foi estruturada como uma trilogia.

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