Ilídio Duarte Rodrigues
Ilídio Duarte Rodrigues nasceu na Covilhã e foi agarrado pela história e pelos mitos dos Montes Hermínios, dos lusitanos, de Viriato, de Sertório e, antes, dos celtas e dos seus castros.
Estudou em Lisboa, onde obteve o grau de licenciado, e em Coimbra, onde lhe foi concedido o Mestrado em Ciências Jurídico-Empresariais.
Em Aveiro, iniciou a sua atividade profissional de advogado e de docente, como Assistente, Professor Auxiliar e Professor Coordenador de Direito, no respetivo Instituto Superior de Contabilidade e Administração. Nesta cidade se lhe entranhou na alma o “aveirismo”, filosofia universalista de valores, de que se destacam a liberdade, a democracia e a tolerância e um acrisolado amor à sua terra. Dessa vivência nasceu um livro, intitulado “Não morro nem que matem”, onde se fala de Santa Joana, de José Estêvão, de Homem Christo, dos Mártires da Liberdade, e ainda das cavalhadas de Eixo, das duas procissões do Senhor dos Passos, dos cagaréus e dos ceboleiros, da Sociedade Recreio Artístico e do Clube dos Galitos e das galeotas. Todavia, não se aborda só o passado. Trata-se ainda de problemas atuais, como a crise da família e as soluções cómodas e egoístas para problemas de ontem e de hoje.
Depois, radicou-se em Lisboa, exercendo as mesmas atividades profissionais. Aqui, escreveu um novo livro sob o título “O contador de histórias. Viagens a Fundos Lusitanos”. É um sonho por onde passa a violência coletiva, a conformação das almas e a formatação dos espíritos, a corrupção artesanal, que se transforma em corrupção em rede, a decadência e a agonia deste Portugal a “entristecer” e que hoje é “nevoeiro”.
Passou por Macau, dando colaboração jurídica à respetiva Administração Pública. Sendo Macau uma magnífica placa giratória, teve oportunidade de conhecer outras terras e outras gentes do Extremo Oriente.
No domínio da Ciência do Direito publicou diversas obras.
É rotário. O seu clube esforça-se por fazer o bem. De todas as obras que realizou aquela que lhe dá mais orgulho é a colocação de uma miniatura da Torre de Belém no jardim em frente. Para quê? Para que os amblíopes possam ver com as mãos essa joia da nossa História.