Fátima de Haan

Nasci (nos anos 50) entre lãs e linhas. Nos meus primeiros anos as lãs e as linhas foram- se entrelaçando com chávenas de chá, conversa e bolos com mães, avós, familiares e amigas. Na adolescência as agulhas dormitaram nas suas caixas, não reclamando muito e aí ficaram até eu ser mãe. Para a minha filha retomei as agulhas durante alguns anos, até que as preferências e a idade dos jovens requeriam outras artes e modas. E mais uma vez as agulhas regressaram à sua caixa. Por longos anos. Até surgirem os netos e a reforma. A vontade e o gosto adormecidos tiveram um impacto tão grande que comecei por tricotar, mais ou menos, compulsivamente. A minha biblioteca de tricot e felting ganhou consistência e passou a ter lugar privilegiado na minha estante. O arquivo de agulhas e acessórios também. E as lojas de lás recomeçaram a ter um encanto muito forte e irresistível, sobre mim. Nelas me perco durante horas, aumentando substancialmente o meu o stock.

E o felting apareceu na minha vida quando comprei algumas peças num mercado de Natal em Gottingen, Alemanha, em 2005. O deslumbramento por este tipo de trabalho, as suas possibilidades e composições possíveis e variadas, começaram a ganhar corpo dentro de mim. Graças à minha amiga Mia – a quem devo a grande ajuda, paciência e ensino da técnica – aventurei-me a fazer algumas peças numa iniciação longa e com algumas interrupções. E tudo na minha vida começa assim, devagar, entranhando e deleitando-me sempre com o que faço. Gosto de sentir o prazer de viver de uma forma alegre e especialmente intensa.

Obrigado pela sua visita

Antes de nos deixar, subscreva a nossa newsletter e fique sempre informado sobre os nossos livros.