Bocage

Manuel Maria Barbosa du Bocage (1765–1805) nasceu em Setúbal, filho do advogado José Luís Soares de Barbosa e de D. Mariana Joaquina Xavier L’Hedois Lustoff du Bocage, cujo pai era um Almirante francês.

Inscrito na Academia Real da Marinha aos 14 anos, parte em serviço para a Índia em 1786. Vive dois anos em Goa, regressando a Lisboa já com 25 anos de idade. Pratica uma vida desregrada, entre botequins e tertúlias literárias. Pertenceu à Nova Arcádia onde era conhecido pelo pseudónimo de Elmano Sadino. As suas relações com a Arcádia não foram pacíficas, tendo lançando, a esse propósito, ataques contundentes nos seus versos.

O ambiente despótico da época não podia deixar de perseguir a quem possuía sentimentos liberais, e Bocage era exuberante na manifestação dos seus ideiais. Em 1797 foram denunciados à intendência da polícia manuscritos seus, sediciosos e satíricos, que circulavam clandestinamente com o título de Verdades duras, e continham, entre outras partes, a carta Pavorosa ilusão da eternidade.

Atormentado por um aneurisma na carótida, e convivendo com o espectro da morte, escreve febrilmente, numa luta contra o tempo.

O pendor satírico dos seus versos valeu-lhe o encarceramento na prisão do Limoeiro, conseguindo depois uma transferência para o mosteiro de São Bento, onde veio a falecer pobre e doente.

As suas obras tiveram várias edições ainda em vida do poeta: Rimas, tomo I (1791), Rimas, tomo II (1799) e Rimas, tomo III (1804). Em 1811 foram publicadas as Obras Completas no Rio de Janeiro. Ficaram famosos os seus Sonetos, os seus Epigramas e os seus Apólogos.

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