Amadeo Valente-Rodrigues

Amadeo Manuel Corrêa da Cunha Valente-
-Rodrigues nasceu a 18 de janeiro de 1943.

Descende da velha nobreza portuguesa, radicada no Brasil, São Salvador da Bahia, em finais do século XVII, com marcas de ascendência Judaico-Sefardita.

Desde muito jovem, Amadeo assimila as mensagens da nova democracia, próximas do Professor João Soares, ilustre republicano, da I República, do seu filho Mário Soares, de Octávio Pato (de quem ouviu sábios conselhos), de Salgado Zenha e Henrique Galvão, figuras por quem nutre grande admiração, apesar de o pai de Amadeo ser próximo das ideias de Salazar e da União Nacional. Ligado a grupos de reflexão republicana na clandestinidade, na Amadora, aí conhece Fernando Piteira Santos e outros opositores do Regime, onde milita na Oposição ao regime do Estado Novo. Apoia, ainda jovem, como aluno do Colégio Moderno, a Candidatura do General Humberto Delgado à Presidência da República, (onde, entre outros, tem por colegas José Luís Saldanha Sanches, Ruy Manuel Pires de Carvalho D’Espinay, que viria a ser o autor da morte do major Almeida Santos, imortalizados no Livro de José Cardoso Pires, A Balada da Praia dos Cães, o seu primo Luís Salgado de Mattos, Eduardo Barroso, Octávio Pato, que era perfeito no Colégio, José Mamadu Jaquité, Eduardo Farinha, José Martins de Carvalho, filho de um ministro de Salazar, João Diogo Nunes Barata) e, muitos outros jovens que apoiavam, também eles, a candidatura do general Sem Medo, o que lhe valeu, à semelhança de outros jovens, a perseguição e inquéritos por parte da Polícia Política do Estado Novo. Mantém, ao longo de meio século, laços da mais estreita amizade com a Família Socialista. Admirador de Álvaro Cunhal, de Mário Soares, de Manoel Tito de Morais, de Francisco Ramos da Costa, Octávio Pato, General Ramalho Eanes, Jorge Sampaio, António Guterres e João Barroso-Soares, Manuel Alegre e recentemente com Francisco Louçã, com quem mantém, até à atualidade, grande troca de opiniões, relaciona-
-se com gente da política de todos os quadrantes. No período “quente” de 1975, conspira com Mario Soares e outros Socialistas, para derrubar a ditadura da Extrema-Esquerda militar, apesar da relação familiar que mantém com o General Otelo Saraiva de Carvalho, a quem visita por inúmeras vezes na prisão de Caxias, onde lhe leva, para lá da amizade, o conforto e a leitura. Em 1986, por iniciativa própria, estabelece contactos com o Partido Comunista, a fim de conseguir votos necessários, para a eleição de Soares à Presidência da República, o que é conseguido, tendo para tal reuniões preliminares na Soeiro Pereira Gomes. Tendo as reuniões secretas, (noturnas), decorrido no seu escritório da Rua Castilho e participadas por Jorge Sampaio, que também viria a ser Presidente da República, José Manuel Galvão Telles, Comandante Gomes Mota, o seu grande amigo e conselheiro no Partido, Octávio Pato, e Carlos Brito. Leitor compulsívo de Manuel Alegre, Vinicius de Morais, João Cabral de Mello Neto, Carlos Drumond de Andrade, José Rodrigues Miguéis, Vargas Llosa, Leonardo Padura, Luís Sepúlveda e Arturo Perez-Reverte. Amadeo Valente-Rodrigues deve a sua cultura musical e gosto pelo jazz, a Pedro Bandeira Freire, a José Duarte, a Luís Villas Boas, seus companheiros nos anos 60 o decénio a que fica ligado com outros aventureiros, Carlos Júlio Tavares Amorim, José Eduardo Santos Peralta, Gregório Manuel Vaquinhas, à Guerra de Sucessão no Biafra, priva de perto com os partisans da OAS, que na altura se deslocavam incógnitos a Lisboa. É na capital que conhece Mohamed Ben Bella e o derrotado de Dien Bien Phu, o Gen De Castries. Começa muito cedo a escrever, publicando artigos de opinião e crítica social. É cronista de diversos jornais do Brasil. Corresponde-se com o ex-Presidente Leopold Senghor do Senegal, cria laços de amizade com o escritor cubano Leonardo Padura-Fuentes e o grande escritor chileno exilado em Espanha, Luís Sepúlveda. Trava relações com a maioria dos dirigentes africanos e mundiais, desde Samora Machel a Agostinho Neto, Miguel Trovoada, Nino Vieira, Kumba Yala, Luís Cabral, Sam N’joma, Shimon Peres, Yasser Arafat, Felipe Gonzalez, Olof Palme, François Miterrand, Gaston Deferre, Rei Constantino da Grecia Sir James Callagham, Bruno Kreisky, Salim Ahmed-
-Salim, Aniceto Rodriguez-Arias, Carlos Andrés Perez, Eden Pastora (Comandante Zero, líder da guerrilha Sandinista), Don Santiago Carrillo, secretário-geral do Partido Comunista Espanhol e, entre muitos outros, com D. Juan de Borbón y Battenberg, pai do Rei de Espanha. Com Nuno Rocha inicia um processo contributívo para a solução da complicada questão de Timor. Relaciona-se com a família Suharto, através da sua filha Siti Hardyianti Rukmana, e a Associação de Amizade Indonésia-Portugal. Troca ideias com o seu grande e velho amigo, Dom Duarte Pio de Bragança. Corresponde-se com o então embaixador político indonésio, Francisco Lopes da Cruz, com a diretora do MNE da Indonésia, Drª Madalena Pereira. Obtém facilidades na visita de João Soares a Jacarta e na deslocação de Carlos Cáceres Monteiro à prisão militar de Cipinang, onde entrevista o seu amigo Xanana Gusmão. Privou com o jornalista e político brasileiro Carlos Lacerda, que tinha tido papel importante na queda de Getúlio Vargas, e de quem se torna amigo, apesar das diferenças ideológicas que os separam. Conhece a primeira cosmonauta soviética Valentina Tereshkova, com quem troca correspondência acerca dos mistérios do Cosmos e a conquista do espaço, fascinado por tudo o que se relaciona com os Descobrimentos desta nova Epopeia. Católico progressista, foi recebido pelo Santo Padre João Paulo II, no Vaticano.

Venera Santo António de Lisboa. Orgulha-
-se de ser sócio do Sport Lisboa e Benfica, há cerca de 50 anos. O seu lema é “A MATÉRIA ATRAI A MATÉRIA, NA RAZÃO INVERSA DA INDIFERENÇA”. É militante do Partido Comunista Português.

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